Milhões de pessoas fazem compras na TEMU — eu próprio faço, e é provável que você também.
Os preços são atractivos, a entrega costuma ser rápida (geralmente por avião comercial) e os pacotes chegam através dos correios nacionais.
Pelo menos em Portugal, a maioria das encomendas chega em cerca de uma a duas semanas, entrando no país pelos CTT.
Contudo, a situação tem vindo a complicar-se desde que a União Europeia aumentou as taxas aduaneiras.
Para contornar essas taxas, a TEMU passou a enviar alguns artigos de maior volume — como casacos, edredões, almofadas ou colchões viscoelásticos — por via terrestre.
É aí que começam os problemas: os envios terrestres, vindos por exemplo da Chechénia ou da Polónia, acabam frequentemente retidos durante semanas nas fronteiras alfandegárias.
Além disso, o cliente não pode pedir reembolso ou apresentar reclamação antes de o prazo de entrega terminar — prazo esse que, por vezes, a TEMU prolonga por mais 30 ou 40 dias.
No meu caso, encomendei um colchão pequeno de espuma viscoelástica por 50 € a 27 de agosto, e, dois meses depois (a 16 de outubro), ainda não o tinha recebido.
Passaram mais de 50 dias!
O rastreamento raramente é actualizado e, na prática, não se sabe onde o artigo se encontra. Só após o prazo de dois meses expirado é que é possível reclamar.
Tenha atenção: cada vez mais artigos são dados como “perdidos” nas alfândegas ou extraviados.
Já surgiu até um mercado paralelo de venda de encomendas “não reclamadas ou perdidas” provenientes de lojas como a Shein, Aliexpress e TEMU — algumas de facto extraviadas, outras "nem tanto" — e muitas lojas chinesas revendem esses pacotes.
Pessoalmente, deixei de comprar artigos grandes ou de valor elevado na TEMU.
Sempre que vejo a indicação “enviado por via terrestre”, prefiro não comprar.
E eles censuram a sua "review" (avaliação) de um artigo, se não lhes agradar, se você estiver descontente com um produto e reclamar negativamente, eles censuram e apagam



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